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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Bolinhos de grão e quinoa com Molho de abacate e tahini e uma actualização :)

"Então moça, que é feito de ti?" - Perguntarão vocês...



Bem, desde a última vez que publiquei aqui, já dei tantas voltas que é complicado condensar tudo num post. Vou então tentar resumir.
Eu andava a ver se arranjava algum trabalho, para sair do mar de frustrações que estava a passar por ter o curso por acabar (e me estar a custar imenso acabá-lo, mais do que qualquer outra coisa que eu já tenha passado). Depois de responder a centenas de ofertas de emprego (sim, centenas, desde limpezas a restaurantes), depois de fazer mil e um curriculos diferentes (nuns omitia a minha licenciatura, noutros adulterava o tempo que trabalhei nos empregos que tive nos últimos 7 anos) e não receber quaisquer tipos de resposta, depois de ir a duas entrevistas extremamente tristes e que me fizeram voltar para casa completamente deprimida, frustrada e inutil, acabei a trabalhar para uns chineses. Foi por intermédio da namorada do meu pai que consegui esse "biscate" que consistia em limpar um armazém gigantesco, montar expositores e colocar os artigos nos mesmos, SOZINHA! Foi horrível. Não via ninguém o dia inteiro, não recebia praticamente instruções nenhumas e chegava ao final do dia completamente podre. Já trabalhei em todo o tipo de coisas, mas nunca um trabalho me custou tanto como este. Estava já a ponderar desaparecer, sentia-me frustrada e odiava o rumo que a minha vida estava a tomar (ou que sempre teve), já andava a dizer à minha irmã e namorado que não tardaria muito e desapareceria daqui, e iria para outro sítio do mundo, e sem dizer nada a ninguém. Já andava eu à beira do desespero, sem saber se haveria de estar grata por ter um trabalho (que me fazia sentir miserável) ou se só andava a afundar mais a minha vida, até que, numa pausa de almoço, recebi uma chamada do meu namorado (por acaso até estavamos um bocado chateados na altura).
Ele estava todo entusiasmado do outro lado, a dizer-me que tinha óptimas noticias para mim. Falou-me que tinha aberto um novo café na zona histórica da minha cidade, que era a minha cara, e que estavam a precisar de alguém para fazer as noites. Disse-me que tinha falado com a rapariga que era responsável e que ela ficou super interessada em me conhecer, e que eu tinha que passar lá o mais rápido possivel.
Eu, conhecendo o meu namorado que se entusiasma facilmente, não fiquei eufórica como ele, nem fui atacada por uma onda de optimismo, porque tudo me andava a correr mal e aquilo parecia-me bom de mais para ser verdade (e como não tenho a sorte de ter muitos desses momentos ao género " bom de mais para ser verdade", não acredito muito neles). Mesmo assim saí um pouco mais cedo da tortura que era o meu trabalho, e lá fui conhecer o espaço e a moça de que o meu namorado tinha falado tão bem.
Quando cheguei, percebi que não precisava de impressionar a rapariga simpática que me recebeu, porque o meu namorado tinha feito o favor de me "vender" melhor do que eu própria conseguiria! Ela nem me perguntou por experiência profissional nem nada. Começou logo a mostrar-me o café, ligou à irmã (que é a dona do espaço) a dizer-lhe que tinha encontrado uma colaboradora que era exactamente o que procuravam e pediu-me para começar no dia seguinte! Oh! Como fiquei feliz!

E foi assim que voltei a trabalhar em algo que sempre gostei, num espaço que é exactamente a minha cara, com pessoas espectaculares, e para onde vou sempre arranjada ao estilo 50's, porque as proprietárias do espaço até fazem questão! 

O sitio lindo onde trabalho chama-se Museu do Chá. Tem uma decoração muito peculiar: vintage, os móveis são todos recuperados, e o mais pequeno pormenor é fascinante! É um salão de chá, serve almoços e tem doces conventuais. Não vende comidinha vegana, mas se um dia me visitarem, eu prepararei algo completamente vegano e bem saboroso para vos receber da melhor forma :)









Na passada sexta-feira tivemos noite de fados... Oh, foi um sonho para mim! Eu adoro fado, e trabalhar num sitio lindo, ir vestida da forma que me sinto melhor (que é com os meus vestidinhos de avózinha) e ainda participar numa magnífica noite de fados é tão bom que nunca chegaria a desejar algo tão fantástico!

Só há uma coisa que me deixa triste. Eu adoro o que faço no Museu do Chá, e trabalho muito mais do que as 8 horas diárias. Dedico todo o tempo que consigo à divulgação do espaço, a fazer flyers e outras coisinhas, a contactar pessoas que nos podem ajudar na divulgação e no crescimento da casa (porque se a casa ganha, eu também ganho), mas não consigo ver retorno. Sei que os dias têm sido razoáveis, as pessoas adoram a comida caseirinha que servimos ao almoço, mas no meu horário da noite tenho tido pouca afluência, o que se torna frustrante. Preferia chegar ao final da noite completamente estafada por ter tido muito trabalho, do que frustrada por só ter servido meia dúzia de cafés.

Aquele espaço tem imenso potêncial e todos os que o visitam ficam encantados, por isso espero que melhores dias não tardem em vir e que em breve eu não tenha mãos a medir para atender os clientes que me entrarem por aquela porta dentro :)

Enquanto tenho este trabalho agora, tenho também o meu trabalho de investigação para fazer, o que me tem roubado todo o tempo que não estou a trabalhar. Ultimamente não tenho tido possibilidade sequer de dormir um número de horas aceitável por causa dessa tortura que é investigação. Estou a fazer algo que não me dá qualquer gozo e só lamento o dia em que não mantive a minha ideia inicial de fazer o trabalho sozinha e ter enveredado pela realização de uma revisão bibliográfica (em vez de fazer um trabalho de "campo"): muito provavelmente já estaria feita e eu não me teria cansado nem metade! Na verdade, lamento cada vez mais o dia em que coloquei o meu curso em primeira opção naquele papelinho de inscrição ao ensino superior. Foi o único erro que fiz na vida porque foi uma opção que nunca, em momento algum, me trouxe vantagens ou felicidade, muito pelo contrário!!

Com isto não tenho cozinhado absolutamente nada. Tenho gasto o stock de comida congelada que tenho no frigorifico, e como apenas sopa e pão no trabalho. Não ando a ter uma alimentação nada saudável, mas espero vir a recuperar e a ter mais tempo para mim e para a cozinha a partir de Setembro, após a (stressante) época especial de exames.

Mesmo assim, deixo-vos aqui uma receitinha que fiz antes de todas estas mudanças que tive na minha vida.
Eu não anotei a receita na altura, mas tenho na memória os ingredientes que usei. Mesmo assim não estou certa de todos, nem das quantidades. Espero não estar a fugir muito daquilo que fiz... E peço que me perdoem pelas fotos de péssima qualidade - foram o que se conseguiu na altura.



Para 10 a 12 bolinhos usei:

1 lata de grão de bico (cozi e processei na liquidificadora com um pouco da água da cozedura)
1 cebola picada
1/2 chávena de quinoa cozida
2 colheres de sopa bem cheias de farinha de linhaça (misturadas em 4 colheres de sopa de água)
1 ou 2 dentes de alho picados
1 colher de sopa de coentros picados
2 colheres de sopa de salsa picada
Cominhos moídos q.b.
Caril q.b.
Sal & Pimenta
Azeite
Pão ralado q.b.

Leve uma frigideira com um fio de azeite ao lume e aloure a cebola e o alho. Junte à pasta de grão de bico, juntamente com a quinoa e os temperos. 
Junte pão ralado até conseguir alcançar na massa uma textura que permita moldar bolinhas. 
Forre um tabuleiro com papel vegetal. Molde bolinhas de massa e espalme-as um pouco. Leve ao forno a assar, até dourarem.

Entretanto faça o molho. Para ele usei:

1 abacate
1 colher de chá de tahini
Sumo de uma lima
1 ou 2 dentes de alho
1 colher de sopa de coentros
1 colher de sopa de salsa
1/3 copo de água
Sal & Pimenta

Junte todos os ingredientes na liquidificadora e bata. Reserve no frigorifico até servir.



Bem, senhores, preparem-se para se deliciarem! Os bolinhos ficaram com uma textura leve e linda! A superficie ficou com uma pequena crosta, mas por dentro encontrava-se uma massa leve, nem muito massuda nem demasiado cremosa. Ficaram óptimos! Espero que tenham a mesma sorte que eu e consigam a mesma consistência :) Depois venham contar-me como adoraram estes bolinhos. Esta receita dá para duas refeições (de dois comilões, claro). No meu caso deu para três :)







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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Sanduiche de verão (Vegana)

Aqui à dias voltei de uma formação já depois das 23 horas. Como não tinha jantado, vinha cheia de fome. Quando cheguei a casa, pensei em fazer torradas, a coisa mais imediata que me veio à cabeça... Mas depois comecei a pensar nos belos legumes e frutas frescos que tinha no frigorifico e como ia ser parvinha se não os aproveitasse para fazer uma fantástica ceia, em vez de ir comer umas nada nutritivas torradas.



Apetecia-me também um smoothie fresquinho, ligeiramente ácido, e então peguei em abacaxi, cerejas e framboesas (tudo congelado), meti na liquidificadora e depois fui ao céu!



Recomendo-vos vivamente a experimentarem esta sanduiche. Fácil, imediata e uma delicia. Saiu tão boa que no dia seguinte voltei a fazê-la para mim e para o meu namorado...



Para cada sanduiche vai precisar de:

2 fatias de pão de forma (usei integral e de tamanho XL)
2 folhas de alface
4 fatias de tomate
1/2 cenoura ralada
1/3 abacate fatiado
Folhas de rúcula
2 colheres de chá de maionese vegana
Margarina vegana
Sal & Pimenta
Sumo de 1/2 lima

Comece por preparar os vegetais e frutas para o recheio da sanduiche. Tempere-os com sal, pimenta e sumo de lima.
Torre o pão.  Barre a fatia que vai ser a base da sanduiche com margarina vegana. Sobre ela coloque a alface, depois o tomate, a rúcula, o acabate, coloque depois a maionese sobre o abacate e por fim, a cenoura ralada.
Coloque a outra fatia de pão por cima e delicie-se...













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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Pesto de limão, manjericão, pistácio e nozes (Vegana) e as estratégias de poupança que vou adoptar!

Hoje começa Julho, e com um novo mês vieram novas decisões para a minha vida.
A verdade é que tenho andado a gastar muito e poupar pouco. É certo que vivo com muito pouco (menos de metade do rendimento nacional minimo mensal) mas que tem sido o suficiente para mim, ao qual vou acrescentando uns trocos de vez em quando, que vou ganhando em pequenos trabalhos que vou fazendo. Acontece que chega ao fim do mês e não sobra nada, e lá ando eu a contar os dias para que a rapariga com quem partilho a casa me transfira a renda.



Quando me tornei vegana notei que comecei a gastar muito menos no supermercado: os vegetais são muito mais baratos que a carne e o facto de ter reduzido bastante o consumo de produtos alimentares industrializados (acabaram-se as bolachas, os iogurtes, goluseimas, etc) reduziu também a minha despesa, no entanto, ultimamente tenho-me entusiasmado com as experiência culinárias e acabo por comprar ingredientes mais caros.
Não gasto dinheiro em roupa (só quando preciso mesmo), no entanto entusiasmo-me sempre a comprar novos ingredientes para usar nas minhas receitas e escolho produtos biológicos sempre que posso, e claro que aquelas pequenas despesas que achamos que não vão fazer grande diferença (um jantar fora, uma nova frigideira, um novo livro de receitas...), acabam por se mostrar um erro quando chegamos a meio do mês e começamos a pensar em estratégias para conseguir comer até ao fim do mês sem ficar com a conta a zeros. E depois tenho também a mensalidade do ginásio que acaba por me levar uma grande fatia do orçamento mensal. 
No final de contas acabo por me sentir frustrada por querer fazer uma viagem mas não ter dinheiro para ela, ou precisar de comprar um food processor que tanto me faz falta mas não ter poupança de parte para o poder fazer ou ter aquela preocupação de, se surgir alguma despesa extra (como uma avaria no carro, ou no computador), eu não ter uns trocos de parte que possa usar. 

Por isso decidi que a partir deste mês vai ser diferente, e vou desenvolver várias estratégias para conseguir dar a volta à situação e conseguir ir acumulando algum dinheiro no final de cada mês, de forma a conseguir construir um pequeno pé de meia com o tempo.

- Decidi então que vou deixar de comprar produtos biológicos. Eu sei que a saúde perde, mas será uma situação temporária, e assim que passar a ter mais rendimentos, aí poderei voltar a comprar estes produtos mais saudáveis.

- Vou também começar a planear ao fim de semana, as refeições para toda a semana. Assim reduz-se o desperdicio de comida (quantas vezes acontece eu deixar estragar aquele alho francês ou beringela que está há duas semanas no frigorifico) e compro apenas aquilo que vou usar para essa semana.

- Acabaram-se os produtos caros: vou deixar de usar o xarope de ácer ou o açúcar de coco em substituição do açúcar amarelo, vou deixar de comprar com frequência o leite de amêndoas que tanto adoro (mas que custa 2,99 €) e deixar de consumir frutos secos com tanta frequência (que são carissimos).

- Vou começar a congelar mais comida: assim quando tiver preguiça de cozinhar, em vez de comer fora ou pedir que me entreguem comida em casa, basta ir ao congelador e tenho uma refeição pronta!

- Vou tentar vender coisas que não uso e que podem ser dispensáveis: roupa e sapatos que quase nunca usei, livros e revistas de receitas (tenho centenas...) ou livros que comprei para estudar e que já não são necessários, móveis, etc...

- Vou começar a fazer os meus próprios produtos de higiene: shampoos, amaciadores, sabonetes, desodorizantes... Até pensei em, se eu conseguir desenvolver algo de qualidade, tentar vender os meus produtos também a outras pessoas, o que me permitiria aumentar os meus rendimentos.

- Finalmente, vou começar a anotar todas as minhas despesas, para poder chegar ao fim da semana, analisar os gastos que tive e ver onde posso cortar para reduzir ainda mais nos meus gastos.

Já que vos vim falar de poupança, nada melhor que trazer logo uma receita que pode ser usada para poupar! É verdade, porque o pesto pode ser congelado e assim estar sempre pronto para quando precisarmos de uma refeição imediata. Já vos tinha trazido aqui a minha receita de pesto. Esta é uma versão diferente, à qual decidi acrescentar um saborzinho mais citrico e o paladar do parmesão que é conseguido com a levedura de cerveja. Os pistácios ficam também maravilhosos nesta receita!

Massa... a razão pela qual não consigo emagrecer! Sou louca por massa. Está presente, por média, em talvez cerca 40% das minhas refeições semanais. A massa, o pão, a broa são os principais responsáveis pela minha pancinha. Não deixo de os comer porque afinal de contas a vida é curta e o melhor de temos dela são estes pequenos guilty pleasures... Por isso enquanto eu for mantendo o meu peso, vou deixar-me ir sucumbindo à tentação.

E depois de muita conversa, vamos então à receita.



Usei:

1 raminho de manjericão fresco (cerca de 20 gr)
1/3 chávena de pistácios
1/3 chávena de nozes
4 ou 5 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de miso
3 ou 4 dentes de alho esmagados
1/4 chávena de levedura de cerveja (pode acrescentar mais se quiser um sabor a queijo mais intenso)
1/3 chávena de água de cozedura da massa
Sumo e raspa de 1 limão
1 colher de sopa de xarope de ácer
Sal & Pimenta preta
Flocos de piri-piri q.b.

Coloque a massa a cozer. Eu adicionei à água da cozedura um cubo de caldo de legumes, 2 folhas de louro, oregãos e, claro, o sal. 
Enquanto a massa coze, repare os ingredientes e coloque-os todos na liquidificadora. 
Quando a massa estiver al dente, escorra-a e reserve. Guarde um copo da água da cozedura da massa porque vai precisar para o pesto.
Adicione 1/3 de chávena dessa água da cozedura aos ingredientes do pesto e triture tudo. Verifique a consistência do pesto. Se necessário, acrescente mais um pouco da água de cozedura da massa até conseguir a consistência que desejar.

Depois é só envolver o molho na massinha. Eu polvilhei com sementes de canhâmo (como ficam bem na massa, hmmm)! Uma saladinha a acompanhar e aí está uma maravilhosa refeição.




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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Tofu com molho de miso, laranja e gengibre (Vegano)

Porque é que não podemos ter uma altura na vida em que possamos apenas VIVER sem preocupações, sem stresses, sem pensar nas responsabilidades do amanhã. É uma treta, uma grande treta não ter a cabeça sossegada nem por um momento por causa de toda a pressão constante que temos à nossa volta: da família, do trabalho, da escola, das responsabilidades com a casa e carro. Chega um dia mais calmo em que respiramos fundo, começamos a relaxar e pensamos que finalmente vamos ter tempo de qualidade para nós, para sermos felizes, para vivermos mas depois lembramo-nos logo do condomínio que ainda está por pagar, da nossa conta no banco que já está quase vazia e ainda falta tanto para o fim do mês, logo depois liga-nos alguém a pedir-nos ajuda porque o carro avariou e lembramo-nos que temos aquele familiar no hospital para visitar, e finalmente acabamos a pensar "oh meu deus, onde estava eu com a cabeça quando pensei que podia tirar tempo para mim? Ainda tenho que ir com o carro à inspecção e pagar a conta da luz".
Ninguém merece! Todos deveríamos de ter o prazer de chegar a casa do trabalho, desfrutar de uma bela refeição bem reconfortante, e usufruir do resto da noite para fazermos o que quiséssemos, com a cabeça limpa, sem ter preocupações para o dia seguinte. Todos devíamos poder usufruir de um fim de semana sem sentir que passa a correr, e sem estar encerrados em casa, acorrentados a responsabilidades que nos impedem de ser felizes. Não sei se era por ser mais nova na altura e não sentir tanto a pressão do futuro, mas sinto que há uns anos atrás, era tudo muito mais fácil, era tudo menos penoso e o tempo não corria atrás de nós com uma expressão tão ameaçadora.



Para os pequeninos momentos de felicidade que ainda nos podemos indo permitindo (que a crise ainda vai deixando a alguns), resta-nos aquele momento do dia em que nos sentamos à mesa, em que podemos fechar os olhos e desfrutar da nossa bela refeição. São 15 minutos em que as responsabilidades ficam adiadas por uns momentos e em que deveríamos receber uma dose de amor e carinho num belo prato quentinho de comidinha vegana.



Para uma dessas injecções de prazer, podem bem usar estes cubinhos de tofu. Com uns legumes salteados e arroz basmati, a alma fica reconfortada e até ganhamos mais alento para voltar a olhar para os problemas de frente! 


Para 3 pessoas:

300 gr de Tofu firme cortado aos cubinhos

1 colher sopa de miso 
1 colheres sopa de xarope de ácer
1 colher sopa de sumo laranja + um pouco da raspa
½ colher sopa gengibre ralado
2 colheres sopa de Óleo  de sésamo
 Sal & Pimenta


Cortar o tofu em cubos e secar bem em papel absorvente.

Juntar todos os restantes ingredientes numa tigela e reservar.

Saltear o tofu numa frigideira antiaderente com um fiozinho de óleo de sésamo. Deixar dourar de todos os lado. Depois é só juntar o molho tofu, envolver bem com cuidado, e deixar apurar mais 1 minuto em lume brando.

Sirva de imediato, com legumes salteados, arroz basmati ou noodles! 


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terça-feira, 25 de junho de 2013

Pudinzinhos de chocolate e coco (Veganos)

A minha ausência tem um motivo: a escola!
Nas últimas semanas tive que me dedicar a assuntos que para mim são extremamente penosos: o relatório de estágio e exames.
O relatório de estágio correu-me mal, a defesa do mesmo foi uma porcaria, mas o que interessa é que já está "despachado"!
Agora, os exames ainda estão para vir. Não tenho bons prognóstinos, mas depois se verá.



Nestas semanas aconteceu também que ganhei um sorteio feito pela página Aromas da Horta. Esta é uma página com imensas comidinhas e ideias vegetarianas, por isso não deixem de espreitar. 
Logo a mim, que nunca tenho sorte nestas coisas, calhou-me um livrinho de receitas vegetarianas. Fiquei super entusiasmada quando chegou à minha caixa do correio! Adoro folhear livros de culinária e ter novas ideias para por em prática na cozinha. Acontece que, pouco depois de ter chegado o meu livrinho, ofereceram-me outro livro igual. Tem receitinhas tanto veganas como ovolactovegetarianas, mas na sua maioria, fáceis de veganizar. 


Como não faz sentido eu ficar com os dois livros iguais em minha pose, pensei então em oferecer um deles a um dos meus (silenciosos) leitores. Por isso, para breve, esperem um sorteio!

Voltando agora à receita do dia, esta foi uma experiência que definitivamente eu serviria no meu futuro restaurante. Rico, cremoso, uma explosão de sabor. Uma delícia para os amantes de chocolate, uma maravilha para quem adora coco. Não é muito doce, por isso não se torna enjoativo (para mim tem a doçura perfeita). 
Como a massa fica densa, o melhor é distribui-la por forminhas pequenas, que fazem a dose individual perfeita. Tanto a minha irmã como o meu namorado disseram que se eu tivesse colocado bolacha, os pudins teriam ficado ainda melhores, por isso fica aqui a sujestão se quiserem melhorar estes pudins (mas acreditem que assim mesmo como os fiz, já ficam óptimos).



Para cerca de seis pudinzinhos usei:

Lata de 400 ml de leite coco
150 gr Chocolate de culinária
1 Colher de chá de essència baunilha
3 1/2 Colheres de sopa de maisena
8 a 10 Colheres sopa de farinha de coco*
3 Colheres sopa xarope ácer
1 Colher sopa açúcar mascavado escuro

Coco ralado q.b. para polvilhar

 *Para conseguir farinha de coco, leve o coco ralado ao processador até conseguir uma espécie de farinha.

Juntar o leite, chocolate, baunilha, xarope de ácer e açúcar num tacho e levar a lume brando. Quando o chocolate derreter, juntar a maisena, mexendo energicamente e deixar engrossar. Tirar do fogão, juntar a farinha de coco colocar em formas e deixar arrefecer. Quando esfriar, levar ao frigorifico. Para desenformar, mergulhe as forminhas em água quente por um ou dois minutos, e o pudinzinho vai desprender-se com facilidade.




O meu namorado ficou maluquinho de tão bons que são estes pudinzinhos. Não acreditam? Então vejam só...


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terça-feira, 4 de junho de 2013

Croquetes de grão de bico de forno


No passado fim de semana fui para o algarve com a familia do meu namorado e uns amigos. O padrasto dele tem um barco, e lá fomos nós para alto mar. Chegámos na sexta à noite e já não partimos nesse dia porque é preciso fazer imensas coisas para preparar o barco para a viagem. Partimos na sexta de manhã  e fomos de Albufeira até Lagos, onde dormimos. Na volta, no domingo, fizemos algumas paragens em alto mar, explorámos grutas lindas e nadámos até praias desertas que apenas tinham acessibilidade a partir do mar.
Tirei algumas fotos por lá para vos mostrar, mas tenho metade na minha máquina e outra metade das fotos está na máquina do melhor amigo do meu namorado, por isso tenho que esperar que ele mas passe.

Tendo em conta que a familia do namorado adora peixe e carne e tudo o que comem os tem (até a salada que comem como acompanhamento leva atum), eu preparei previamente as minhas refeições, para não passar os dias a comer apenas pão e batatas fome.
Preparei comidinhas que conseguissem resistir à viagem de carro de Leiria até ao Algarve (com paragem em Lisboa incluída), que ainda era longa e por isso fiz estes croquetes, uns muffins de vegetais, uns bolinhos de aveia e coco e tartes de maçã. Ainda levei um pouquinho de pesto para comer com massa e tudo preparadinho para fazer umas deliciosas e ricas saladas. 
A familia do meu namorado adorou comer estes croquetes como aperitivo. A mãe dele até me disse depois que, de tudo o que eu tinha levado, estes croquetes tinham sido os preferidos dela.



Para cerca de 20 croquetes:

1 lata de grão de bico (400 gr escorrido)
2 colheres de sopa de tomate seco picado
1 cebola pequena picada
2 dentes de alho picados
2 colheres de sopa de azeite
Sal & Pimenta
1 colher de sopa de Salsa Picada
1/2 colher de chá de caril
1/2 colher de café de cominhos moídos
1/2 colher de café de pimentão doce
Pão ralado q.b.

Coza o grão de bico e depois triture-o (como não tenho processador, usei uma engenhoca da tupperware que serve para picar legumes...não gosto muito de a usar, porque ao contrário do que seria esperado, não é NADA prática, mas como não tive opção...).


Junte a essa pasta o tomate seco, cebola, azeite e os temperos. As medidas que refiro em cima para os temperos tem a ver com o meu gosto pessoal (gosto mais de caril do que cominhos :) ), por isso sugiro que os ajuste ao seu gosto (depois de misturar tudo, prove para ver se está ao seu gosto).
Triture tudo de novo com a varinha mágica.


Molde rolinhos desta pasta, passe por pão ralado e leve a assar ao forno a 200ºC por mais ou menos meia hora. Pode sempre fritá-los se preferir...


Como entrada, petisco ou mesmo prato principal para comer com arroz ou massa... Uma delicia!



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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Muffins com bagas de goji, choc chips & laranja ou os melhores muffins que fiz em toda a minha vida!

São lindos, são deliciosos, são uma espectacular descoberta de texturas na nossa boca, são uma explosão de sabor, e melhor, são 100% vegan, sem glúten e super saudáveis graças ao super poder antioxidante das bagas de goji e à riqueza nutritiva da aveia o que os torna perfeitos para o pequeno almoço ou um lanchinho! São os mais magníficos muffins que já cozinhei nestes mais de 23 anos de vida...
Já os fiz há algum tempo, espero não me esquecer de nenhum ingrediente na receita. Fi-los numa madrugada de sábado, à 1h30 da manhã. O desejo de cozinhar não tem hora marcada :)



Não me lembro já que quantidade rendeu, mas foi para aí uns 18 a 20 muffins.

Para a mistura de bagas de goji (que as tornará muito mais suaves e molinhas):


1/2 chávena de bagas de goji
2/3 chávena de água a ferver
2 colheres de sopa de óleo de coco
Sumo e raspa de 1 laranja (vai precisar apenas de 2 colheres de sopa do sumo)
2 colheres de sopa de sementes de linhaça 
1 colher de chá de essência de baunilha

Faça a mistura das bagas de goji: numa taça junte a água a ferver com todos os outros ingredientes (pela casa vai espalhar-se o agradável aroma do coco e da laranja, hmmmm). Reserve. 



Depois vai precisar de:
1/2 chávena de flocos de aveia finos
1 2/3 chávena de flocos de aveia (triture-os, na liquificidadora por exemplo, de forma a ficarem em farinha)
1 chávena de açúcar de coco (pode usar outro)
2 colheres de sopa de fermento em pó
1 pitada de sal
1 colher de sopa de canela em pó
1/4 chávena de farinha de arroz
1/3 chávena de pepitas de chocolate negro
2/3 chávena de leite de amêndoa (ou outro leite vegetal, se preferir)
1 banana (amassada)



Junte todos os ingredientes secos numa taça. Junte-lhes toda a mistura das bagas de goji (já arrefecida) e envolva. Acrescente por fim o leite de amêndoa, a banana e as pepitas de chocolate.


Coloque a massa em forminhas de muffin, leve ao forno a 180ºC por aproximadamente 20 minutos.



Delicie-se com estes pequenos pedaços de paraíso e relaxe :)




Fiz um vegan buttercream de framboesa para cobrir alguns dos muffins que serviram para uma sessão fotográfia 50's style fotografada pela minha irmã, para ela usar na recriação da revista que já vos falei antes (falando nisso, a revista dela fez tanto sucesso, que ela teve 20 valores nela :) )



                                                                             
                                                                                     Eu, em versão tradicional dona de casa dos anos 50 :)

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Tofu com crosta de sésamo e amendoim (Vegana)... e como sou "anti-social"!

Eu e o meu namorado somos os seres mais "anti-sociais" que existem (talvez eu ainda mais do que ele, mas de formas diferentes... uma longa história), e ainda bem porque assim não nos chateamos. Não tenho paciencia para pessoas... Geralmente não tenho paciencia para conversas superficiais de "encher chouriços", reuniões sociais ou multidões.
No passado fim de semana tive o jantar de aniversário da irmã do meu namorado (num restaurante brasileiro de rodizio, claro, eheh - lá fui eu encher-me só com alface e arroz). Nestas festas ficamos sempre nos lugares mais afastados, geralmente numa extremidade da mesa. Por norma, passamos todo o jantar a conversar os dois e a falarmos sobre como "aquilo não é nada o nosso ambiente". Eu adoro a familia do meu namorado, desde o inicio que sinto que já faço parte dela, mas simplesmente não gosto de festas, não tenho um espirito nada festivo. Mas, por acaso, o jantar até se mostrou bem agradável porque à nossa frente se sentaram os pais do melhor amigo do meu namorado. Eu ainda não os conhecia, mas adorei conhece-los! São pessoas "super do bem" como já é raro encontrar, e passamos a noite a ter boas conversas... Enquanto o resto da mesa tinha a tipica "celebração" social, que é normal e saudável mas com a qual não me identifico nada, nós tinhamos um belo momento zen de partilha e boa conversa.

Para mim não há nada como um filmezinho acompanhado de uma manta, um chá quente e um namorado no sofá! Ou um almoço a dois, porque me dá tanto prazer o desafio de cozinhar algo que encante o meu namorado e o faça esquecer do seu desejo por carne... Ou uma passeio a dois numa tarde solarenga... Ou até um lanchinho com a minha irmã para meter a conversa em dia. Antes, o facto de ser uma pessoa solitária deprimia-me por vezes, mas hoje sei que faz mesmo parte da minha maneira de ser. Apesar de gostar do fascinio que é conversar com uma pessoa interessante, ou de conhecer alguém que me intrigue, na maioria dos meu dias prefiro ficar a observar apenas as pessoas e os seus comportamentos, até porque não sinto necessidade de falar de mim, contar coisas acerca da minha vida ou desabafar e muito menos tenho paciencia para ter discussões ridiculas sobre as minhas opções na vida (como o veganismo). Sei que é bom ter contactos em todo o lado e em várias áreas, mas se sou feliz assim e nunca senti falta de ter montes de amigos, então não farei esforços para mudar.

E então, fiz isto para mais um agradável e solitário (no bom sentido) almoço a dois, com o sentimento de "vamos lá a ver no que isto dá". Ficou muito bom! Por acaso eu não estava com fé de que ficasse tão perfeito: com uma deliciosa crosta por fora e bem suave e fofo por dentro. O xarope de ácer dá-lhe um sabor ligeiramente adocicado que liga muito bem com a manteiga de amendoim. O namorado adorou. Não deixem de experimentar, vão ficar rendidos!! 



Para 2 pessoas:

1 chávena de tofu firme (corte-o em fatias com aprox. 1 cm e não muito largas)

Coloque o Tofu a marinar, em molho de soja (2 ou 3 colheres de sopa) e temperado com mistura de coentros e alho secos, um pouco antes de o cozinhar.




1 colher de sopa de manteiga de amendoim
1 colher de sopa de azeite
1 colher de sopa de óleo de sésamo/gegerlim
Sumo de 1 lima
1 colher de sopa de Xarope de Ácer
1 colher de sopa de gengibre fresco ralado
2 dentes de alho picados
2 ou 3 colheres de sopa de água
3 colheres de sopa de sementes de sésamo/gegerlim
Pimenta

Numa frigideira coloque o azeite, óleo, alho, gengibre, Xarope de ácer, manteiga de amendoim, sumo da lima e um pouco das sementes de sésamo. 
Deixe ferver um pouco em lume brando.

Acrescente depois os pedaços de tofu. Aumente um pouco o calor para tostar o tofu. Depois vire os pedaços de tofu, acrescente a água, reduza de novo o calor e tape a frigideira. Deixe cozinhar assim uns minutos, mexendo a frigideira de vez em quando para evitar queimar.




Acrescente a pimenta e as sementes de sésamo, de forma a que estas se "agarrem" à superficie do tofu. Deixe que as sementes ganhem uma corzinha e tostem um pouco.

Sirva quentinho. Eu acompanhei com estes maravilhosos noodles... Uma combinação perfeita :)






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