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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O regresso com um Strogonoff...

Olá pessoal :)
Uns meses valentes passaram desde o meu último post.
Durante esse tempo aconteceram tantas coisas inacreditáveis que se algum vidente me tivesse falado delas uns meses antes, eu lhe diria para deixar as drogas porque só podia estar a alucinar.



Durante este tempo, fui promovida a Chef e fiquei responsável pela cozinha do sitio onde trabalhava, entretanto o meu maior sonho tornou-se no meu maior pesadelo e o sítio no qual me sentia melhor do que em minha casa acabou a tornar-se numa sala de tortura. Abri uma loja vintage com a minha irmã, a Gypsy Rose (podem ler um artigo sobre nós aqui), e comecei a trabalhar também na minha área de formação (nunca pensei que pudesse vir a acontecer, até porque não é uma área pela qual eu nutra uma grande paixão).

Durante estes meses, trabalhava, muitas vezes, mais do que 12 horas por dia. Fui obrigada a deixar o veganismo um pouco de parte e voltei a comer ovos e queijo. Não havia tempo nem possibilidade de fazer refeições saudáveis e por causa disso vi-me a perder muito peso de um momento para o outro e a ganhar muito peso rapidamente logo a seguir, devido aos maus hábitos alimentares.

Entretanto comecei a ter mais tempo para me voltar a dedicar à cozinha e voltou a vontade de regressar ao blog. Estou um pouco condicionada porque agora é a minha irmã quem fotografa as comidinhas (e é a provadora oficial, eheh) e os meus posts dependerão da disponibilidade dela para se deslocar até à minha casa para tratar das fotos.

Mas voltei com a mesma paixão e dedicação. E vontade de levar o vegetarianismo/veganismo mais longe, de despertar consciencias. Afinal de contas, ter-me tornado vegana é a coisa de que mais me orgulho na vida!

A acompanhar o meu regresso, vem uma receitinha simples de Strogonoff de Seitan que espero que vos agrade. 
Meio quilo de seitan rende strogonoff para um batalhão! Passei a semana toda a comer strogonoff, portanto arrisco-me a dizer que me rendeu umas 7 refeições.



Usei:

1/2 kg de Seitan
250 gr de cogumelos frescos
1 cebola
Vinho branco q.b.
Molho de soja q.b.
4 dentes de alho
2 colheres de sopa de mostarda
Louro
1/2 litro de leite de aveia (pode substituir por creme de soja, eu cá uso sempre leite de aveia homemade para substituir)
2 colheres de sopa de concentrado de tomate
Sal & Pimenta
Azeite

Corte o seitan em tirinhas finas. Faça a marinada com o vinho, o molho de soja, 2 dentes de alho esmagados, a mostarda, louro e um pouquinho de azeite. Envolver no seitan e deixar marinar, de preferência umas horas.
Lamine os cogumelos e corte a cebola em tiras finas.
Numa frigideira larga, leve a cebola a refogar em azeite, juntamente com o restante alho esmagado e louro.
Juntar o seitan, e deixar dourar bem (convém que os pedacinhos não fiquem sobrepostos na frigideira, senão não vão ficar bem cozinhados).
Numa frigideira à parte, salteie os cogumelos num pouco de azeite.
Junte os cogumelos à frigideira do seitan e verta o molho da marinada. Deixe ferver um pouco e junte o concentrado de tomate.
Depois adicione o leite de aveia, rectifique os temperos e deixe engrossar o molho!

Bom apetite :)



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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Bolinhos de grão e quinoa com Molho de abacate e tahini e uma actualização :)

"Então moça, que é feito de ti?" - Perguntarão vocês...



Bem, desde a última vez que publiquei aqui, já dei tantas voltas que é complicado condensar tudo num post. Vou então tentar resumir.
Eu andava a ver se arranjava algum trabalho, para sair do mar de frustrações que estava a passar por ter o curso por acabar (e me estar a custar imenso acabá-lo, mais do que qualquer outra coisa que eu já tenha passado). Depois de responder a centenas de ofertas de emprego (sim, centenas, desde limpezas a restaurantes), depois de fazer mil e um curriculos diferentes (nuns omitia a minha licenciatura, noutros adulterava o tempo que trabalhei nos empregos que tive nos últimos 7 anos) e não receber quaisquer tipos de resposta, depois de ir a duas entrevistas extremamente tristes e que me fizeram voltar para casa completamente deprimida, frustrada e inutil, acabei a trabalhar para uns chineses. Foi por intermédio da namorada do meu pai que consegui esse "biscate" que consistia em limpar um armazém gigantesco, montar expositores e colocar os artigos nos mesmos, SOZINHA! Foi horrível. Não via ninguém o dia inteiro, não recebia praticamente instruções nenhumas e chegava ao final do dia completamente podre. Já trabalhei em todo o tipo de coisas, mas nunca um trabalho me custou tanto como este. Estava já a ponderar desaparecer, sentia-me frustrada e odiava o rumo que a minha vida estava a tomar (ou que sempre teve), já andava a dizer à minha irmã e namorado que não tardaria muito e desapareceria daqui, e iria para outro sítio do mundo, e sem dizer nada a ninguém. Já andava eu à beira do desespero, sem saber se haveria de estar grata por ter um trabalho (que me fazia sentir miserável) ou se só andava a afundar mais a minha vida, até que, numa pausa de almoço, recebi uma chamada do meu namorado (por acaso até estavamos um bocado chateados na altura).
Ele estava todo entusiasmado do outro lado, a dizer-me que tinha óptimas noticias para mim. Falou-me que tinha aberto um novo café na zona histórica da minha cidade, que era a minha cara, e que estavam a precisar de alguém para fazer as noites. Disse-me que tinha falado com a rapariga que era responsável e que ela ficou super interessada em me conhecer, e que eu tinha que passar lá o mais rápido possivel.
Eu, conhecendo o meu namorado que se entusiasma facilmente, não fiquei eufórica como ele, nem fui atacada por uma onda de optimismo, porque tudo me andava a correr mal e aquilo parecia-me bom de mais para ser verdade (e como não tenho a sorte de ter muitos desses momentos ao género " bom de mais para ser verdade", não acredito muito neles). Mesmo assim saí um pouco mais cedo da tortura que era o meu trabalho, e lá fui conhecer o espaço e a moça de que o meu namorado tinha falado tão bem.
Quando cheguei, percebi que não precisava de impressionar a rapariga simpática que me recebeu, porque o meu namorado tinha feito o favor de me "vender" melhor do que eu própria conseguiria! Ela nem me perguntou por experiência profissional nem nada. Começou logo a mostrar-me o café, ligou à irmã (que é a dona do espaço) a dizer-lhe que tinha encontrado uma colaboradora que era exactamente o que procuravam e pediu-me para começar no dia seguinte! Oh! Como fiquei feliz!

E foi assim que voltei a trabalhar em algo que sempre gostei, num espaço que é exactamente a minha cara, com pessoas espectaculares, e para onde vou sempre arranjada ao estilo 50's, porque as proprietárias do espaço até fazem questão! 

O sitio lindo onde trabalho chama-se Museu do Chá. Tem uma decoração muito peculiar: vintage, os móveis são todos recuperados, e o mais pequeno pormenor é fascinante! É um salão de chá, serve almoços e tem doces conventuais. Não vende comidinha vegana, mas se um dia me visitarem, eu prepararei algo completamente vegano e bem saboroso para vos receber da melhor forma :)









Na passada sexta-feira tivemos noite de fados... Oh, foi um sonho para mim! Eu adoro fado, e trabalhar num sitio lindo, ir vestida da forma que me sinto melhor (que é com os meus vestidinhos de avózinha) e ainda participar numa magnífica noite de fados é tão bom que nunca chegaria a desejar algo tão fantástico!

Só há uma coisa que me deixa triste. Eu adoro o que faço no Museu do Chá, e trabalho muito mais do que as 8 horas diárias. Dedico todo o tempo que consigo à divulgação do espaço, a fazer flyers e outras coisinhas, a contactar pessoas que nos podem ajudar na divulgação e no crescimento da casa (porque se a casa ganha, eu também ganho), mas não consigo ver retorno. Sei que os dias têm sido razoáveis, as pessoas adoram a comida caseirinha que servimos ao almoço, mas no meu horário da noite tenho tido pouca afluência, o que se torna frustrante. Preferia chegar ao final da noite completamente estafada por ter tido muito trabalho, do que frustrada por só ter servido meia dúzia de cafés.

Aquele espaço tem imenso potêncial e todos os que o visitam ficam encantados, por isso espero que melhores dias não tardem em vir e que em breve eu não tenha mãos a medir para atender os clientes que me entrarem por aquela porta dentro :)

Enquanto tenho este trabalho agora, tenho também o meu trabalho de investigação para fazer, o que me tem roubado todo o tempo que não estou a trabalhar. Ultimamente não tenho tido possibilidade sequer de dormir um número de horas aceitável por causa dessa tortura que é investigação. Estou a fazer algo que não me dá qualquer gozo e só lamento o dia em que não mantive a minha ideia inicial de fazer o trabalho sozinha e ter enveredado pela realização de uma revisão bibliográfica (em vez de fazer um trabalho de "campo"): muito provavelmente já estaria feita e eu não me teria cansado nem metade! Na verdade, lamento cada vez mais o dia em que coloquei o meu curso em primeira opção naquele papelinho de inscrição ao ensino superior. Foi o único erro que fiz na vida porque foi uma opção que nunca, em momento algum, me trouxe vantagens ou felicidade, muito pelo contrário!!

Com isto não tenho cozinhado absolutamente nada. Tenho gasto o stock de comida congelada que tenho no frigorifico, e como apenas sopa e pão no trabalho. Não ando a ter uma alimentação nada saudável, mas espero vir a recuperar e a ter mais tempo para mim e para a cozinha a partir de Setembro, após a (stressante) época especial de exames.

Mesmo assim, deixo-vos aqui uma receitinha que fiz antes de todas estas mudanças que tive na minha vida.
Eu não anotei a receita na altura, mas tenho na memória os ingredientes que usei. Mesmo assim não estou certa de todos, nem das quantidades. Espero não estar a fugir muito daquilo que fiz... E peço que me perdoem pelas fotos de péssima qualidade - foram o que se conseguiu na altura.



Para 10 a 12 bolinhos usei:

1 lata de grão de bico (cozi e processei na liquidificadora com um pouco da água da cozedura)
1 cebola picada
1/2 chávena de quinoa cozida
2 colheres de sopa bem cheias de farinha de linhaça (misturadas em 4 colheres de sopa de água)
1 ou 2 dentes de alho picados
1 colher de sopa de coentros picados
2 colheres de sopa de salsa picada
Cominhos moídos q.b.
Caril q.b.
Sal & Pimenta
Azeite
Pão ralado q.b.

Leve uma frigideira com um fio de azeite ao lume e aloure a cebola e o alho. Junte à pasta de grão de bico, juntamente com a quinoa e os temperos. 
Junte pão ralado até conseguir alcançar na massa uma textura que permita moldar bolinhas. 
Forre um tabuleiro com papel vegetal. Molde bolinhas de massa e espalme-as um pouco. Leve ao forno a assar, até dourarem.

Entretanto faça o molho. Para ele usei:

1 abacate
1 colher de chá de tahini
Sumo de uma lima
1 ou 2 dentes de alho
1 colher de sopa de coentros
1 colher de sopa de salsa
1/3 copo de água
Sal & Pimenta

Junte todos os ingredientes na liquidificadora e bata. Reserve no frigorifico até servir.



Bem, senhores, preparem-se para se deliciarem! Os bolinhos ficaram com uma textura leve e linda! A superficie ficou com uma pequena crosta, mas por dentro encontrava-se uma massa leve, nem muito massuda nem demasiado cremosa. Ficaram óptimos! Espero que tenham a mesma sorte que eu e consigam a mesma consistência :) Depois venham contar-me como adoraram estes bolinhos. Esta receita dá para duas refeições (de dois comilões, claro). No meu caso deu para três :)







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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Tofu salteado com cogumelos (Vegana)

Este tofu faz lembrar ovo mexido! É óptimo, muito rápido e pode ser usado como prato principal, entrada ou mesmo para rechear sandes...

Há uns dias fui a Lisboa, à escola, fazer um exame e como estamos em periodo de contenção de gastos, e é tão dificil arranjar um sitio que tenha comida vegana mais prática como sandes e coisinhas do género, usei este tofu para fazer uma bela sandocha que serviu para o meu almoço. 




Para o fazer, vai precisar apenas de:

Tofu
Cogumelos (frescos ou enlatados)
Salsa
Molho de soja
Alho picado
Sal & Pimenta
Azeite

Comece por laminar os cogumelos e amassar o tofu com um garfo.
Leve uma frigideira ao lume com um fio de azeite. Junte-lhe os cogumelos e o tofu e deixe saltear. Junte logo depois o alho, o sal (coloque pouco sal) e a pimenta e salteie mais um pouco. Quando o tofu ficar douradinho, junte o molho de soja. Por fim adicione a salsa picada e sirva!


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sábado, 29 de junho de 2013

Quesadilla mas sem queijo, oh yes, é possivel e mega saboroso!

Com o calor, deixamos de parte os guisados e pratos de forno, e o que apetece mesmo é uns petiscos mais leves, carregados de frutas e legumes frescos. Agora que se têm feito sentir estas temperaturas loucas perto dos 40ºC, tudo o que não apetece é passar tempo ao pé de uma panela com água a ferver, ou abrir o forno e sentir uma onda de calor aflitiva a vir na minha direcção, por isso o melhor mesmo é apostar em pratos simples. E foi assim que surgiu a ideia de pegar naquelas tortilhas que já estavam na despensa há umas semanas e dar-lhes um delicioso destino.



As quesadillas são um prato tipico mexicano que consiste em rechear umas tortilhas com queijo, dobrá-las a meio e levá-las a uma chapa quente até que o queijo derreta e a tortilha fique crocante. Ora, que melhor forma de veganizar isto do que utilizar o belo do hummus e o cremoso e suave abacate para rechear as tortilhas? Juntado  tomate e cebola nova docinha, conseguimos a combinação de verão perfeita. Para a próxima vou juntar também pepino... Senti que as tortilhas chamavam por ele, mas infelizmente não tinha em stock.



Para 3 pessoas usei:

6 tortilhas
1 abacate
4 ou 5 tomates
1/2 cebola
Hummus (Receita aqui)
Sumo de uma lima
Sal & Pimenta

Primeiro corta-se o abacate e tomates em cubinhos e a cebola em meias luas. Juntam-se todos numa tigela e temperam-se com o sal, pimenta e o sumo da lima.

Leva-se uma frigideira antiaderente ao lume. Aquecem-se as tortilhas, uma a uma, de forma a deixar também dourar um pouco de ambos os lados.

Barra-se um dos lados das tortilhas com o humus, e acrescenta-se uma boa dose do recheio que foi preparado. Fecha-se a tortilha e leva-se com cuidado, de novo à frigideira para aquecer e dourar mais um pouco de ambos os lados.

Deve servir-se de imediato.

Grelhei também abacaxi para acompanhar, faz uma combinação perfeita!



Ohm nom nom nom, nem imaginam o momento de prazer que eu estava a ter quando tirei esta foto!

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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Tofu com molho de miso, laranja e gengibre (Vegano)

Porque é que não podemos ter uma altura na vida em que possamos apenas VIVER sem preocupações, sem stresses, sem pensar nas responsabilidades do amanhã. É uma treta, uma grande treta não ter a cabeça sossegada nem por um momento por causa de toda a pressão constante que temos à nossa volta: da família, do trabalho, da escola, das responsabilidades com a casa e carro. Chega um dia mais calmo em que respiramos fundo, começamos a relaxar e pensamos que finalmente vamos ter tempo de qualidade para nós, para sermos felizes, para vivermos mas depois lembramo-nos logo do condomínio que ainda está por pagar, da nossa conta no banco que já está quase vazia e ainda falta tanto para o fim do mês, logo depois liga-nos alguém a pedir-nos ajuda porque o carro avariou e lembramo-nos que temos aquele familiar no hospital para visitar, e finalmente acabamos a pensar "oh meu deus, onde estava eu com a cabeça quando pensei que podia tirar tempo para mim? Ainda tenho que ir com o carro à inspecção e pagar a conta da luz".
Ninguém merece! Todos deveríamos de ter o prazer de chegar a casa do trabalho, desfrutar de uma bela refeição bem reconfortante, e usufruir do resto da noite para fazermos o que quiséssemos, com a cabeça limpa, sem ter preocupações para o dia seguinte. Todos devíamos poder usufruir de um fim de semana sem sentir que passa a correr, e sem estar encerrados em casa, acorrentados a responsabilidades que nos impedem de ser felizes. Não sei se era por ser mais nova na altura e não sentir tanto a pressão do futuro, mas sinto que há uns anos atrás, era tudo muito mais fácil, era tudo menos penoso e o tempo não corria atrás de nós com uma expressão tão ameaçadora.



Para os pequeninos momentos de felicidade que ainda nos podemos indo permitindo (que a crise ainda vai deixando a alguns), resta-nos aquele momento do dia em que nos sentamos à mesa, em que podemos fechar os olhos e desfrutar da nossa bela refeição. São 15 minutos em que as responsabilidades ficam adiadas por uns momentos e em que deveríamos receber uma dose de amor e carinho num belo prato quentinho de comidinha vegana.



Para uma dessas injecções de prazer, podem bem usar estes cubinhos de tofu. Com uns legumes salteados e arroz basmati, a alma fica reconfortada e até ganhamos mais alento para voltar a olhar para os problemas de frente! 


Para 3 pessoas:

300 gr de Tofu firme cortado aos cubinhos

1 colher sopa de miso 
1 colheres sopa de xarope de ácer
1 colher sopa de sumo laranja + um pouco da raspa
½ colher sopa gengibre ralado
2 colheres sopa de Óleo  de sésamo
 Sal & Pimenta


Cortar o tofu em cubos e secar bem em papel absorvente.

Juntar todos os restantes ingredientes numa tigela e reservar.

Saltear o tofu numa frigideira antiaderente com um fiozinho de óleo de sésamo. Deixar dourar de todos os lado. Depois é só juntar o molho tofu, envolver bem com cuidado, e deixar apurar mais 1 minuto em lume brando.

Sirva de imediato, com legumes salteados, arroz basmati ou noodles! 


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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Tofu com crosta de sésamo e amendoim (Vegana)... e como sou "anti-social"!

Eu e o meu namorado somos os seres mais "anti-sociais" que existem (talvez eu ainda mais do que ele, mas de formas diferentes... uma longa história), e ainda bem porque assim não nos chateamos. Não tenho paciencia para pessoas... Geralmente não tenho paciencia para conversas superficiais de "encher chouriços", reuniões sociais ou multidões.
No passado fim de semana tive o jantar de aniversário da irmã do meu namorado (num restaurante brasileiro de rodizio, claro, eheh - lá fui eu encher-me só com alface e arroz). Nestas festas ficamos sempre nos lugares mais afastados, geralmente numa extremidade da mesa. Por norma, passamos todo o jantar a conversar os dois e a falarmos sobre como "aquilo não é nada o nosso ambiente". Eu adoro a familia do meu namorado, desde o inicio que sinto que já faço parte dela, mas simplesmente não gosto de festas, não tenho um espirito nada festivo. Mas, por acaso, o jantar até se mostrou bem agradável porque à nossa frente se sentaram os pais do melhor amigo do meu namorado. Eu ainda não os conhecia, mas adorei conhece-los! São pessoas "super do bem" como já é raro encontrar, e passamos a noite a ter boas conversas... Enquanto o resto da mesa tinha a tipica "celebração" social, que é normal e saudável mas com a qual não me identifico nada, nós tinhamos um belo momento zen de partilha e boa conversa.

Para mim não há nada como um filmezinho acompanhado de uma manta, um chá quente e um namorado no sofá! Ou um almoço a dois, porque me dá tanto prazer o desafio de cozinhar algo que encante o meu namorado e o faça esquecer do seu desejo por carne... Ou uma passeio a dois numa tarde solarenga... Ou até um lanchinho com a minha irmã para meter a conversa em dia. Antes, o facto de ser uma pessoa solitária deprimia-me por vezes, mas hoje sei que faz mesmo parte da minha maneira de ser. Apesar de gostar do fascinio que é conversar com uma pessoa interessante, ou de conhecer alguém que me intrigue, na maioria dos meu dias prefiro ficar a observar apenas as pessoas e os seus comportamentos, até porque não sinto necessidade de falar de mim, contar coisas acerca da minha vida ou desabafar e muito menos tenho paciencia para ter discussões ridiculas sobre as minhas opções na vida (como o veganismo). Sei que é bom ter contactos em todo o lado e em várias áreas, mas se sou feliz assim e nunca senti falta de ter montes de amigos, então não farei esforços para mudar.

E então, fiz isto para mais um agradável e solitário (no bom sentido) almoço a dois, com o sentimento de "vamos lá a ver no que isto dá". Ficou muito bom! Por acaso eu não estava com fé de que ficasse tão perfeito: com uma deliciosa crosta por fora e bem suave e fofo por dentro. O xarope de ácer dá-lhe um sabor ligeiramente adocicado que liga muito bem com a manteiga de amendoim. O namorado adorou. Não deixem de experimentar, vão ficar rendidos!! 



Para 2 pessoas:

1 chávena de tofu firme (corte-o em fatias com aprox. 1 cm e não muito largas)

Coloque o Tofu a marinar, em molho de soja (2 ou 3 colheres de sopa) e temperado com mistura de coentros e alho secos, um pouco antes de o cozinhar.




1 colher de sopa de manteiga de amendoim
1 colher de sopa de azeite
1 colher de sopa de óleo de sésamo/gegerlim
Sumo de 1 lima
1 colher de sopa de Xarope de Ácer
1 colher de sopa de gengibre fresco ralado
2 dentes de alho picados
2 ou 3 colheres de sopa de água
3 colheres de sopa de sementes de sésamo/gegerlim
Pimenta

Numa frigideira coloque o azeite, óleo, alho, gengibre, Xarope de ácer, manteiga de amendoim, sumo da lima e um pouco das sementes de sésamo. 
Deixe ferver um pouco em lume brando.

Acrescente depois os pedaços de tofu. Aumente um pouco o calor para tostar o tofu. Depois vire os pedaços de tofu, acrescente a água, reduza de novo o calor e tape a frigideira. Deixe cozinhar assim uns minutos, mexendo a frigideira de vez em quando para evitar queimar.




Acrescente a pimenta e as sementes de sésamo, de forma a que estas se "agarrem" à superficie do tofu. Deixe que as sementes ganhem uma corzinha e tostem um pouco.

Sirva quentinho. Eu acompanhei com estes maravilhosos noodles... Uma combinação perfeita :)






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segunda-feira, 27 de maio de 2013

O meu ratatouille à portuguesa (Vegana)!

Este é um dos pratos que faço com mais frequência. É facil, é rápido e aquilo que me vem imediatamente à cabeça quando tenho uma beringela ou uns courgettes já demasiado maduros no frigorifico e não me apetece pensar muito em destinos para eles. É super saboroso!


Antes da receita vou falar-vos um bocadinho da desavergonhada que mora cá em casa. A minha gata é linda, fofa, uma sedutora nata, mas acima de tudo, é uma galdéria! É como um filho rebelde que quando mais o repreendemos, pior ele faz para mostrar que faz o que quer e se está a lixar para o que pensamos.

Há uns meses atrás, a minha gata sumia de casa de vez em quando. Andava eu em pânico, cheia de medo que lhe acontecesse alguma coisa, à procura dela nas redondezas e a perguntar aos vizinhos se a tinham visto. Quando ela aparecia à porta do prédio, ou algum dos vizinhos a trazia para dentro ou eu acabava por dar pela presença dela pelo miado agudo tão caracteristico dessa menina.

Há um mês para cá, as saídas dela para ir laurear a pevide tornaram-se mais frequentes, ao ponto de ela agora desaparecer durante todo o dia e só voltanto a casa para comer, dormir uma soneca para recuperar energia, levar um banho (que ela volta tão suja da rua que acabo por lhe dar banho dia sim, dia não), chuchar um bocadinho na minha camisola (é verdade! Se ela me apanha no sofá, esparrama-se em cima de mim com as pupilas dilatadas ao máximo, mete a boca a uma prega da minha camisola que conseguir arranjar, abre as patinhas e começa a massajar-me enquanto vai chuchando - e enquanto eu vou ficando com a camisola encharcada com baba) e lá vai ela outra vez para a ramboia!

(Reparem lá no ar de ressacada!)


Enquanto isso, o meu gato continua feliz, calmo e pacato dentro de casa. Nunca se aventurou a ir para a rua  e não me parece que algum dia o faça. Os meus dois gatos são exactamente o oposto um do outro! Deve ser por isso que se entendem tão bem...

Eu pensei de tudo e mais alguma coisa para a fazer ficar em casa. Vivo num segundo andar e nunca achei que a moça se metesse a saltar lá para baixo assim. Entretanto cheguei à conclusão que prendê-la seria o pior que lhe faria, seria como cortar as asas a um pardalito ou fechar um animal selvagem numa pequena jaula. Se a natureza dela é assim, então o máximo que posso fazer é desejar que não lhe aconteça nada de mal quando sai e que ela vá aprendendo a safar-se com os erros que for cometendo. Desde que ela volte sempre sã e salva a casa, então não nos chatearemos. Mas acreditem que fico resentida! Enquanto o meu gato está sempre ali a dar-me amor e carinho o tempo todo, a gaja não me liga nenhuma e só chega perto de mim quando sente falta da mãe, para chuchar!!

Mas deixemo-nos de gatisses e voltemos a falar de comida...

Para uma panelada de ratatouille uso:

1 courgette (cortado em cubos)
1 beringela (cortada em cubos)
1 cenoura (...também em cubos)
1 pimento vermelho (...em cubos, claro)
2 dentes de alho
4 tomates (sem pele...em cubos! - pode usar tomate pelado)
Aprox. 4 colheres de polpa de tomate (é a olho, o que lhe parecer bem)
Azeite
Sal & Pimenta
Oregãos & Manjericão q.b.

Aqueça um fio de azeite com os alhos picados numa panela larga. Junte os legumes e salteie-os um pouco.




Junte depois o tomate em pedaços e depois a polpa. Tempere e deixe cozer tapado por uns 20 minutos.
Sirva com arroz e polvilhe com alguma semente. Aqui eu usei sementes de cânhamo :)



Quando faço esta receita ao fim de semana para ter sempre algo pronto para os almoços "sem tempo" de semana, muitas vezes acabo por trocar o arroz e usar o meu ratatouille como molho para massa.







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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Tofu marinado grelhado, com molho de amendoim e arroz basmati aromatizado com lima (Vegana)!

Desta vez trago-vos uma refeição completa num só post, a cheirar a cozinha oriental e com um saborzinho exótico! O arroz apesar de muito fácil de fazer, é o acompanhamento perfeito para este maravilhoso tofu, daí eu ter decidido mostrar-vos também como fiz. O meu namorado delirou com este almocinho... E é rápido de fazer! Em menos de meia hora tem tudo feito. O mais chato mesmo é ter que preparar a marinada do tofu com antecedência, mas depois na altura de cozinhar "é sempre a andar".
Se ainda é omnivoro e torce o nariz a comidinhas vegetarianas, abra a sua mente, dê uma oportunidade a este tofuzinho maravilhoso e vai ver que vai ficar rendido!


Hoje, que estou bem disposta, até deixo aqui a banda sonora perfeita para ouvir quando estiver a fazer estas tirinhas de tofu, Ana Moura como banda sonora, é a certeza de que só poderão sair maravilhas dos nossos cozinhados :)




Para 2 pessoas usei:

400 gr de tofu (bio) que cortei em 8 tiras
1 lima
1 laranja
Molho de Soja/Shoyo q.b.
Gengibre fresco ralado q.b.
1 Malagueta fresca cortada em rodelinhas
Alho em pó q.b.
Sal & Pimenta

Para polvilhar no final: 1 malagueta (sem sementes) picada e cebolinho picado


Para o molho:

2 colheres de sopa de manteiga de amendoim
100 ml de Leite de coco
Sal & Pimenta q.b.
1 Pitada de pimenta Cayenne


Para o arroz aromatizado:

1 chávena de Arroz Basmati
Sal
1 Lima ralada
2 colheres de sopa de Óleo de Sésamo/Gergelim

Corte o tofu em tiras e seque-o bem com papel absorvente (quanto mais água sair, mais tempero vai entrar :) ). Rale a lima e a laranja e exprema-lhe o sumo. Disponha-o num prato ou travessa e prepare a marinada com o molho de soja, sal, pimenta, o gengibre, o alho, a malagueta e a raspa e sumo da lima e laranja. Deixe marinar por umas horas, o ideal é que deixe marinar durante a noite, de um dia para o outro (como tive preguiça de preparar as coisas ontem, só deixei marinar por duas horas :p).



Grelhe as tiras de tofu de modo a ficar dourado de todos os lados e até ficar com a superficie mais "crocante" (nhamiii). 


Depois pincele com a marinada, disponha numa travessa e polvilhe com o cebolinho picado e a malagueta. Se ainda não tiver acabado de preparar o arroz e o molho, cubra com papel de aluminio e leve ao forno a uma temperatura baixa para manter o tofu quentinho.





Para o molho, é só misturar todos os ingredientes e aquecer um pouco na hora de servir.

Para fazer o arroz, coza-o em água abundante temperada com sal. Quando já estiver al dente, tire do lume e escorra o arroz. Depois leve um wok ao lume com o óleo de sésamo, junte o arroz e depois a raspa da lima e deixe saltear um pouco.




Ainda juntei uns bróculos ao almoço e pronto! Se quiser dispensar o molho de gengibre, pode faze-lo sem medo porque este tofu fica igualmente gostoso assim simples, sem molhos.






Ora diga lá se não ficou mesmo apetitoso!!

Esta receita é Boyfriend Approved :D





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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Uma espécie de empadão de legumes recheado com tomate cherry (Vegan)...e um desabafo

Hoje estou deprimida ao extremo, o que tem sido frequente nos últimos tempos.
Aproximo-me do fim do meu curso, apenas me falta fazer um esforço final para despachar as disciplinas que tenho em atraso, fazer o projecto de investigação e o relatório de estágio, mas está a custar-me mais do que todos os 4 anos que já passaram. Não há absolutamente nada neste curso que me dê gozo ou motivação, não me identifico nada com isto e se algum dia exercer esta profissão, será mesmo só para ter dinheiro para poder comer e pagar as contas! Estou cansada, saturada, só me apetece hibernar e esperar que passe, mas infelizmente as coisas não funcionam assim.
Esta frustração é tão grande que já começou a afectar outros aspectos da minha vida, o que não é nada bom. Não vejo um rumo para a minha vida, não tenho qualquer noção do que farei quando já tiver o diploma na mão... Espero que as coisas comecem a tomar outro rumo, que eu "acorde para a vida" rápidamente e consiga sair deste poço escuro em que tenho estado nos últimos meses. O ano de 2013 está definitivamente a ser um ano "não"...

Desabafos à parte, hoje trago-vos uma receita (adaptada desta) bem reconfortante para quem estiver num dia "não" como eu. Olhei para dentro do frigorifico, vi lá uma caixinha, perdida há demasiado tempo, de tomates cherry que decidi incorporar na receita e o resultado não podia ser mais saboroso! Pode fazer a mesma receita com tomate chucha, ficará óptima à mesma. Não dá muito trabalho e é deliciosa. Esta quantidade dá para umas 6 pessoas.



Vai precisar de:

Batatas, para aí 1 Kg
2 colheres de sopa de Margarina vegetal
350 ml de leite de aveia (veja aqui como fazer)
Noz moscada
Louro & Sal

2 alhos franceses inteiros cortados em rodelas
2 cenouras raladas
2 dentes de alho picados
Sal & Pimenta
Azeite

1 caixinha de Tomates Cherry cortados a meio
Alho em pó
Sal & Pimenta
Oregãos

Maionese Vegana q.b.

Comece por dispor as metades dos tomatinhos sobre uma travessa forrada com papel vegetal. Tempere com o alho, sal, pimenta e oregãos, e regue com um fiozinho de azeite. Leve ao forno a assar a 200ºC.

(Os tomatinhos antes de irem para o forno)

Coza as batatas em água temperada com sal e 2 folhinhas de louro. Escorra, reduza a puré, junte a margarina, a noz moscada e o leite vegetal. Reserve.

Coloque azeite num tacho ou frigideira largos e junte o alho. Quando começar a escurecer junte o alho francês e depois a cenoura. Deixe cozinhar até ficar tenro. Tempere com sal e pimenta.

Envolva esta mistura no puré, e cubra o fundo de uma travessa de ir ao forno com metade deste puré. Disponha por cima os tomates assados e volte a cobrir com o restante puré.

Pincele a superficie com a maionese vegana. Não dispense este passo, porque faz toda a diferença. A maionese fica genial!

Leve ao forno a 200ºC até dourar... Vai mesmo bem com uma saladinha!


Apesar de o fim de semana que se avizinha se prometer muito atarefado para mim (que agora tenho estado a trabalhar num stand de uma empresa na feira tradicional da minha cidade que decorre durante todo o mês de Maio, o que me ocupa todo o tempo que tinha livre), espero conseguir umas horinhas para me dedicar à cozinha, que é a melhor estratégia que tenho para lidar com momentos maus. Não há nada como uma nova receita que ainda sai melhor que o esperado, ou um belo bolo a rebentar de sabor que inunda a casa com aquele cheirinho bom quando coze, para subir o astral!

Bom fim de semana! 




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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Almôndegas de PTS e lentilhas, com recheio de queijo (Lacto-Vegetariana)

Nesta receita usei queijo normal, mas claro que pode optar por usar queijo vegetal. Acredito que, para pessoas a morar no Brasil, seja fácil arranjar uma alternativa vegetal ao queijo normal. Cá em Portugal não há muitas alternativas (pelo menos nas poucas lojas da cidade onde moro) e como os queijos vegetais que já provei não me convenceram (e eu morro de desejos por queijo por dias), acabei por abrir uma excepçãozinha e usei queijo flamengo.

Estas almôndegas são muito boas! Perfeitas com o molho de tomate que vos apresento a seguir e um cremosinho puré de batata! Garanto-lhe que vai adorar!



Para 20 a 25 almôndegas:

150 a 200 gr de proteína texturizada de soja fina
30 gr de margarina vegetal
1 chávena de lentilhas verdes
1/2 cebola bem picadinha
Pão ralado/Farinha de rosca q.b.
Sal
Pimenta preta
Pimenta Caiena
2 colheres de sopa de Salsa/salsinha fresca picada
1 fio de azeite
Molho de soja/Shoyo q.b.
Alho em pó q.b.

1 fatia de queijo com 1,5 cm de espessura

Para o molho de tomate:

4 ou 5 tomates gordinhos, sem pele, picados
1 cebola picada
2 dentes de alho
1 cenoura ralada
Polpa de tomate q.b.
1 pitada de pimentão doce/paprika
2 colheres de sopa de manjericão fresco
Sal & Pimenta
Oregãos
2 colheres de sopa de Azeite

Comece por hidratar a pts em água abundante com um pouco de vinagre durante aproximadamente meia hora. Entretanto cozinhe as lentilhas em água temperada com sal. Junte todos os ingredientes mas deixe o pão ralado/farinha de rosca* para o fim. Vá acrescentando o pão ralado até conseguir uma consistência moldável que não se "agarre" aos dedos.

Corte a fatia de queijo em quadradinhos. Molde bolas com a massa das almôndegas, achate-as, coloque um pedacinho de queijo no centro (como na imagem em baixo), e volte a moldar a bolinha de forma a deixar o queijo no centro, completamente coberto.



Leve ao forno, numa travessa forrada com papel vegetal, a 200ºC até dourar (deverá levar uns 30 minutos).



Para o molho, refogue a cebola e alho no azeite. Junte a cenoura, depois o tomate picado e um pouco de polpa de tomate. Acrescente um pouco de água, os temperos, tape, reduza o calor e deixe cozinhar por uns 20 minutos. Depois deixe arrefecer e bata na liquidificadora. Volte a aquecer na hora de servir, e regue as almôndegas com o molho.


* Os benefícios de ter um namorado brasileiro, são as traduções! A primeira vez que vi "farinha de rosca" referida numa receita há umas semanas atrás, fiquei com a ideia de que devia ser uma farinha especial qualquer que teria que ir comprar numa loja de produtos brasileiros... Pedi a "tradução" ao meu namorado, e afinal era apenas o vulgar pão ralado de Portugal, eheh.
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